O TEATRO, HOJE, QUANDO SILENCIO...
"Silêncio por favor, enquanto esqueço um pouco a dor no peito. Não diga nada sobre os meus defeitos. Eu não me lembro mais quem me deixou assim!Hoje eu quero, apenas, uma pausa de mil compassos."
Uma conjectura formada numa sequência de dias e acontecimentos, quando seu organismo lhe obriga a ouvi-lo, me deixou sem saída. Precisava de um mundo o qual me desse estímulo e inspiração. Assisti a um video que dizia que Paixão era o que colocava pessoas no mais predestinado movimento. Foi quando comecei uma busca incansável por aquilo que me chamava há algum tempo, de vez em quando, e eu insistia em fugir desse encontro. Medo das pessoas, talvez. Medo de mim mesma. Medo de não corresponder às minhas expectativas... aprendi a lidar com tudo isso, menos quando tinha medo de sentir medo.
Tive que fazer um regresso às minhas idades remotas e buscar uma conexão de algo que sempre esteve presente e aprendi a torná-lo ausente. Em todos os anos infanto-juvenis pude detecta-lo. Nas mais diferentes formas, com as mais estranhas cores, perto das mais distantes criaturas... fazendo parte de todas as minhas preferências habituais: estudos, entretenimento, crescimento, formação.
Foi quando encontrei uma possibilidade: O TEATRO.
No momento que tive mais perto de encontrá-lo, não consegui chegar até ele e parei no meio do caminho. Eu me vejo em 1993, fazendo parte do Grupo de Dança do Colégio Contato, viajando para Caruaru, discutindo figurino, extasiada com o processo de comunhão entre eu, nós, eles e a arte! Não podia compreender porque era tão mais intenso pra mim que para todos os outros. Pros que faziam e não faziam parte daquilo, mas faziam parte da minha vida. Novamente o medo me fez acreditar neles e fugir de mim mesma. Não suspeitava que em algum momento da minha vida... quase uma década depois, ouviria novamente esse chamado. Meu Corpo Grita. Minha Alma Aclama. Minha mente irriquieta! Cansada da negação e de costas para portas sem vida, resolvi descobrir alguma certeza. Tenho uma necessidade constante de me expressar através do meu corpo. Sempre fiz isso a minha vida inteira, só não tinha um controle e consciencia disso. Percebi que a negação me fez e faz deformar meu corpo, distorcer minha mente e fechar os olhos para minha alma.
Amo o ser humano e todas as suas possibilidades. Chego até a compreender todo ele. Sou integra quando aceito como parte do nosso mundo essas possibilidades. "Precisamos nos tornar seres neutros para viver um pouco de outros seres." Essa neutralidade vem com uma carga de generosidade, desapego, entrega, ao mesmo tempo, intensidade. Isso seria condicionamentos suficientes pra mim como artista e o nirvana pra mim, como humana.
Eis-lo. O TEATRO EM MIM!
Busco agora, há 3 anos, eu no teatro. Tanta força, coragem, disposição, aprendizado, tranformação e ... entrega??? Ousadia??? Parei novamente! Estacionei no meio do caminho! A razão mais uma vez tenta, não mais econdê-lo, porque seria impossível, mas afastá-lo do meu corpo e deixá-lo no limite da minha mente! É isso que eu quero pra mim? Será que daqui a mais uma década, vai gritar dentro de mim novamente? O quão tarde não seria para essa plenitude?
Ouse! Movimente! Faça! Procure! Ultrapasse! Corra! Agora! Já! Encontre! Sacrifique! Observe! Pratique! Comungue! Entregue! Busque! Conheça! Mostre! Aprenda! Erre! Pense! Silencie! Recomece! denovo! Mais Uma Vez! Novamente! Sempre! Eternamente! Para toda a vida! ... E mais além...
Dedico esses devaneios à:Luciana Lyra, Monah Delacy, Kleber Lourenço, Mary Ruth, Chistiane Torloni, Hypólito Patzdorf, Leylah Mendes, Iza Alves, Karla Martins, Maria Beatriz Ribeiro, Álavaro Antônio Costa, João Miguel, Inês Di Joia, Laura Cardoso, Maurice Maeterlink, Enne Marx, Roberto Lúcio, Fátima Aguiar... ... pessoas que me fizeram sentir a arte ao ponto de chorar sem fazer força!!!! Meu Primeiro Muito Obrigada publicado!!!!!!!!!!!
COMENTÁRIOS
[Tadeu Gondim] Carlinha... Me identifiquei com muito do que você escreveu. Muitas vezes fico imaginando onde eu estaria se, em 1991, quando fiz meu primeiro curso de Teatro, no Arte Viva, tivesse continuado...Se em 1995, quando participei das leituras do texto "A Droga da Obidiência"(com Luciana no elenco,inclusive), tivesse lutado pra ficar e ido em frente... (Na verdade me deu até vontade de escrever sobre isso em meu Blog). Mas prefiro acreditar que as coisas são como tem que ser...Nada é por acaso. Se você não continuou na época, não era pra ter continuado. Talvez ainda não estivesse pronta...Talvez muitas coisas não estivessem claras na sua cabeça. Hoje é diferente. Você já tem consciência de tudo que se passa dentro de você...Portanto, agora não pode desistir. SEMPRE EM FRENTE!!!!AVANTEEEEEEE!!!!!He,he,he...Beijos, meu amor!!!!Coragem.Fé em Deus e em você.SE JOGUE, DOIDA!!!He,he,he...22/05/2004 08:05
[Kleber Lourenço] Poxa Carlinha...que lindo! Muito obrigado pelo agradecimento, estou bem emocionado , ando muito sensível e vc me pegou em cheio...Obrigadão a vc também por compatilhar comigo momentos tão especiais em minha vida... és muito especial ,amiga...te adoro ... um grande beijão e Recomece , eternamente! Evoé!18/05/2004 24:22
[Hypolito Patzdorf] Carlinha, quem sou eu prá vc meagradecer! Eu que tenho que te pedir à bênção pela força e energia teatral que sinto emanada em você. Quando estou prá desanimar lembro muito de teus estímulos e não consigo largar esta arte que me faz ser muitos e sempre, sempre aprender o humano. todos deveriam provar disto, ao menos para aprender o humano do ser teatral. Beijos evoé e quebre a perna sempre!17/05/2004 16:10
Uma conjectura formada numa sequência de dias e acontecimentos, quando seu organismo lhe obriga a ouvi-lo, me deixou sem saída. Precisava de um mundo o qual me desse estímulo e inspiração. Assisti a um video que dizia que Paixão era o que colocava pessoas no mais predestinado movimento. Foi quando comecei uma busca incansável por aquilo que me chamava há algum tempo, de vez em quando, e eu insistia em fugir desse encontro. Medo das pessoas, talvez. Medo de mim mesma. Medo de não corresponder às minhas expectativas... aprendi a lidar com tudo isso, menos quando tinha medo de sentir medo.
Tive que fazer um regresso às minhas idades remotas e buscar uma conexão de algo que sempre esteve presente e aprendi a torná-lo ausente. Em todos os anos infanto-juvenis pude detecta-lo. Nas mais diferentes formas, com as mais estranhas cores, perto das mais distantes criaturas... fazendo parte de todas as minhas preferências habituais: estudos, entretenimento, crescimento, formação.
Foi quando encontrei uma possibilidade: O TEATRO.
No momento que tive mais perto de encontrá-lo, não consegui chegar até ele e parei no meio do caminho. Eu me vejo em 1993, fazendo parte do Grupo de Dança do Colégio Contato, viajando para Caruaru, discutindo figurino, extasiada com o processo de comunhão entre eu, nós, eles e a arte! Não podia compreender porque era tão mais intenso pra mim que para todos os outros. Pros que faziam e não faziam parte daquilo, mas faziam parte da minha vida. Novamente o medo me fez acreditar neles e fugir de mim mesma. Não suspeitava que em algum momento da minha vida... quase uma década depois, ouviria novamente esse chamado. Meu Corpo Grita. Minha Alma Aclama. Minha mente irriquieta! Cansada da negação e de costas para portas sem vida, resolvi descobrir alguma certeza. Tenho uma necessidade constante de me expressar através do meu corpo. Sempre fiz isso a minha vida inteira, só não tinha um controle e consciencia disso. Percebi que a negação me fez e faz deformar meu corpo, distorcer minha mente e fechar os olhos para minha alma.
Amo o ser humano e todas as suas possibilidades. Chego até a compreender todo ele. Sou integra quando aceito como parte do nosso mundo essas possibilidades. "Precisamos nos tornar seres neutros para viver um pouco de outros seres." Essa neutralidade vem com uma carga de generosidade, desapego, entrega, ao mesmo tempo, intensidade. Isso seria condicionamentos suficientes pra mim como artista e o nirvana pra mim, como humana.
Eis-lo. O TEATRO EM MIM!
Busco agora, há 3 anos, eu no teatro. Tanta força, coragem, disposição, aprendizado, tranformação e ... entrega??? Ousadia??? Parei novamente! Estacionei no meio do caminho! A razão mais uma vez tenta, não mais econdê-lo, porque seria impossível, mas afastá-lo do meu corpo e deixá-lo no limite da minha mente! É isso que eu quero pra mim? Será que daqui a mais uma década, vai gritar dentro de mim novamente? O quão tarde não seria para essa plenitude?
Ouse! Movimente! Faça! Procure! Ultrapasse! Corra! Agora! Já! Encontre! Sacrifique! Observe! Pratique! Comungue! Entregue! Busque! Conheça! Mostre! Aprenda! Erre! Pense! Silencie! Recomece! denovo! Mais Uma Vez! Novamente! Sempre! Eternamente! Para toda a vida! ... E mais além...
Dedico esses devaneios à:Luciana Lyra, Monah Delacy, Kleber Lourenço, Mary Ruth, Chistiane Torloni, Hypólito Patzdorf, Leylah Mendes, Iza Alves, Karla Martins, Maria Beatriz Ribeiro, Álavaro Antônio Costa, João Miguel, Inês Di Joia, Laura Cardoso, Maurice Maeterlink, Enne Marx, Roberto Lúcio, Fátima Aguiar... ... pessoas que me fizeram sentir a arte ao ponto de chorar sem fazer força!!!! Meu Primeiro Muito Obrigada publicado!!!!!!!!!!!
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[Tadeu Gondim] Carlinha... Me identifiquei com muito do que você escreveu. Muitas vezes fico imaginando onde eu estaria se, em 1991, quando fiz meu primeiro curso de Teatro, no Arte Viva, tivesse continuado...Se em 1995, quando participei das leituras do texto "A Droga da Obidiência"(com Luciana no elenco,inclusive), tivesse lutado pra ficar e ido em frente... (Na verdade me deu até vontade de escrever sobre isso em meu Blog). Mas prefiro acreditar que as coisas são como tem que ser...Nada é por acaso. Se você não continuou na época, não era pra ter continuado. Talvez ainda não estivesse pronta...Talvez muitas coisas não estivessem claras na sua cabeça. Hoje é diferente. Você já tem consciência de tudo que se passa dentro de você...Portanto, agora não pode desistir. SEMPRE EM FRENTE!!!!AVANTEEEEEEE!!!!!He,he,he...Beijos, meu amor!!!!Coragem.Fé em Deus e em você.SE JOGUE, DOIDA!!!He,he,he...22/05/2004 08:05
[Kleber Lourenço] Poxa Carlinha...que lindo! Muito obrigado pelo agradecimento, estou bem emocionado , ando muito sensível e vc me pegou em cheio...Obrigadão a vc também por compatilhar comigo momentos tão especiais em minha vida... és muito especial ,amiga...te adoro ... um grande beijão e Recomece , eternamente! Evoé!18/05/2004 24:22
[Hypolito Patzdorf] Carlinha, quem sou eu prá vc meagradecer! Eu que tenho que te pedir à bênção pela força e energia teatral que sinto emanada em você. Quando estou prá desanimar lembro muito de teus estímulos e não consigo largar esta arte que me faz ser muitos e sempre, sempre aprender o humano. todos deveriam provar disto, ao menos para aprender o humano do ser teatral. Beijos evoé e quebre a perna sempre!17/05/2004 16:10
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